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Doenças Raras: por que falar sobre elas importa tanto?

Atualizado: 5 de out. de 2025

Você sabia que, embora cada doença rara afete poucas pessoas individualmente, juntas elas impactam milhões de brasileiros?


As doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Estima-se que existam mais de 7 mil tipos diferentes, e a grande maioria tem origem genética.




O que são doenças raras?


São condições que:

  • Têm baixa prevalência populacional

  • Costumam ser crônicas, progressivas e incapacitantes

  • Podem afetar qualquer órgão ou sistema

  • Muitas vezes surgem ainda na infância


Exemplos incluem: síndrome de Rett, doença de Pompe, mucopolissacaridose, fibrose cística, atrofia muscular espinhal (AME) e doença de Niemann-Pick tipo C, dentre muitas outras.



Diagnóstico: o primeiro passo para o cuidado


O caminho até o diagnóstico de uma doença rara pode ser longo e difícil. Muitas famílias passam por uma “odisseia diagnóstica”, consultando diversos especialistas antes de chegar à resposta correta.


Por isso, é fundamental a atuação de equipes especializadas e do médico geneticista, que pode:


Avaliar os sinais clínicos e o histórico familiar

Indicar os exames genéticos mais adequados

Esclarecer o diagnóstico e orientar o tratamento

Fornecer aconselhamento genético à família



O papel da genética nas doenças raras


Cerca de 80% das doenças raras têm origem genética. Com os avanços em testes como painéis de genes, exoma e genoma completo, ficou possível identificar mutações com maior precisão e rapidez.


Além disso, o diagnóstico genético pode abrir portas para tratamentos personalizados, acesso a estudos clínicos, e inclusão em políticas públicas de saúde.



Viver com uma doença rara: desafios e caminhos


Pessoas com doenças raras enfrentam:

  • Dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento

  • Pouca informação disponível

  • Barreiras sociais e preconceito

  • Desgaste físico, emocional e financeiro da família


Mas também há esperança: nos últimos anos, novas terapias vêm sendo desenvolvidas, incluindo medicamentos de alto custo incorporados ao SUS, como no caso da AME.


Informação salva vidas


Falar sobre doenças raras é essencial para:

  • Promover o diagnóstico precoce

  • Ampliar o acesso a especialistas e terapias

  • Garantir políticas públicas inclusivas

  • Oferecer suporte adequado às famílias



Quando procurar um geneticista?


Diante de:

  • Atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor

  • Malformações congênitas

  • Crises epilépticas ou regressão de marcos do desenvolvimento

  • Diagnóstico sugestivo de doença genética ou rara

  • Casos semelhantes na família

A avaliação com o médico geneticista pode ser decisiva.


As doenças raras não são tão raras quanto parecem. Por isso, é fundamental disseminar conhecimento, promover diagnósticos precoces e lutar por um sistema de saúde mais inclusivo e preparado.


Se você conhece alguém com sinais sugestivos de uma condição rara, encaminhe para avaliação genética. O diagnóstico é o primeiro passo para mudar essa história.


Dr. Guilherme Lugo

Médico Geneticista

CRM 256188 | RQE 125553

Contato: (11) 97883-3402

Local: SP / MS / Telemedicina




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